Sabe, ultimamente minha vida tem estado um saco, sinto que estou me perdendo nessa vida, me perdendo não no sentido ruim , bom, talvez seja mas não no "tão" ruim, é apenas ruim... Enfim, eu já tenho 18 anos , não trabalho e nem faço faculdade, eu nem ao menos sei o que quero... E todas as minhas amigas já fazem algo...
Fora que todas elas namoram, longe de mim me queixar porque estou solteira, mas é que a minha melhor amiga tem namorado e toda vez que saímos é a três, eu ela e o namorado -.- por algum tempo eu não me incomodava tanto, mas agora não da pra ignorar... É constrangedor... Ainda mais quando seu ex está no mesmo local que você com a atual e pega te vendo na mesma , segurando vela pros amigos! E não eu não quero um namorado, não preciso de um, eu apenas quero sair com meus amigos sem estar segurando vela, isso so faz deixar estampado na sua cara o quanto mal sucedido é, e o pior é quando as amigas se juntam pra falar dos namorados e quantos meses vão completar e o que você faz? Fica fazendo cara de paisagem e tomando deu milk shake pensando em qual serie vai assistir quando chegar em casa
falando nisso tenho que ver The walking dead, é meio chato porem gosto, ver series esta sendo o que mantém minha vida com um certo equilíbrio, so Deus sabe onde eu estaria se não tivesse a bendita da internet.....
ass:
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Coisas que não conto Part 5
Eu tive que suportar muitas coisas ruins quando criança, então é mais do que normal ter alguns pequenos traumas, posso dizer que tenho um medo de homens de meia idade, antigamente eu tinha medo de pessoas, abraço, beijo no rosto eram demonstrações de carinho que me causavam certa nausea, mas a minha entrada no grupo escoteiro acabou me ajudando a superar isso, eu não consigo passar menos que meia hora no banho, geralmente eles duram 1 h e meia, no mínimo meia hora,abaixo disso eu me sinto extremamente suja.
Mas enfim, quando eu entrei no ensino médio tinha 14 anos, a escola era legal, os alunos também e os professores era incríveis e um deles era a inspiração e amor de todos nós, nosso professor de TESE , disciplina que ate hoje nunca soube decifrar as siglas, mas a aula era como se fosse uma auto avaliação de nos mesmo e como deveríamos encarar o mundo, pra ser mais especifica ele parecia com um psicólogo em uma consulta grupal.
Nessa época me lembro que as coisas estavam indo muito bem, até que um dia quando cheguei na casa da vó depois da escola, quando abri a porta, la estava ele , na sala ,sentado conversando com minha avó, meu tio, ele tinha voltado...sabe aquela expressão " fiquei sem chão?" Pois é, naquele momento eu senti isso, a ultima vez que tinha o visto foi quando minha vida morreu a dois anos atrás, eu achei que se meus avós soubessem também não deixariam ele voltar, não tinha mencionado mas depois de alguns anos minha mãe havia contado a minha vó, mas ... Sei lá nunca vou entender o que se passa na cabeça da minha mãe ou minha avó, ele tinha voltado puta que pariu!! Eu entrei em casa quase correndo e fui pro meu quarto chorar .... Harg , eu estava em pânico, e o pior é que minha irmãzinha estava na casa, e ele ficaria hospedado lá também, minha irmã só tinha 4 anos , a mesma idade que eu tinha quando comecei a ser violentada, eu não queria que ela passa-se por isso , eu não iria deixar, nem que eu tivesse que matar ele.
Minha vó tinha me chamado pra conversar, dizendo que ELE TINHA SE ARREPENDIDO , rsrss que tinha aceitado Deus, baboseira, eu não queria saber se ele tava arrependido ou não, eu estava preocupada com minha irmã, eu não podia ficar lá, além de ter aula o dia todo eu tinha medo, minha vó sempre me mandava pra casa dos meus pais pq seria mais seguro pra mim e quando eu estava lá, minha mãe me mandava pra minha vó, ela saia muito e não me queria sozinha em casa, mas eu não ia, ficava com raiva e discutia com ela quase chorando, até cair a fixa dela de o porque eu não querer ir .
Na escola eu não pensava em outra coisa, que não fosse minha irmã na mesma casa que aquele doente, nesse dia tivemos uma aula com o professor de TESE , ele falava sobre pedofilia, conflitos entre pais e filhos, e em um momento da aula ele disse que quando uma criança é violentada e não recebe nenhum apoio psicológico ela tem fortes chances de der um pedofilo e abusar de outras crianças, so sei que quando ele falava eu comecei a chorar e tremer eu não conseguia parar de tremer a perna , muito menos de chorar, eu não conseguia me controlar e chorei feito uma descontrolada na hora da aula, o professor foi ate a mim perguntando se eu não me sentiria melhor saindo pra respirar um pouco, mas eu não queria levantar a cabeça não, queria que eles vissem meu rosto , em como eu estava apavorada, eu nunca, nunca, nunca faria mal a nenhuma criança, eu nunca repetiria as coisas que fizeram comigo, eu jamais iria ser assim ,eu não sou uma pessoa ruim, eu não quero ser uma pessoa ruim !
No fim da aula o professor chegou ate o de eu estava e me pediu para que conversássemos depois que eu me acalmasse, então fiquei sentada até que um amigo meu que hoje admiro muito chegou pra mim e me pediu para que me acalmasse , eu estava sufocando,entalada com tudo que estava acontecendo , e ele foi a primeira pessoa da qual contei tudo, meu Deus...eu nunca me senti tão aliviada, como se todo o peso que eu carregava por anos tivesse ido desaparecido do nada, então ele começou a chorar também e me abraçou, e ali estavam dois adolescentes sentados em uma cadeira abraçados e chora do, quando me acalmei e sai da sala , muitos alunos da minha sala vieram me abraçar , traziam água, lenços... Eu me sentia realmente especial perto deles... Tinha alguns que perguntavam o motivo do choro e eu dizia que era problemas com minha mãe... E bom, funcionou.
Meu amigo me levou até a sala do professor e lá eu conversei com ele , e na conversa ele me disse que sabia o que eu tinha passado no momento em que eu comecei a chorar e pelos risco de caneta no meu braço, as palavras dele foram" você se culpa por algo que não é sua culpa, eu vejo esses desenhos e riscos de caneta no seu braço, nada mais são que auto punições que você da a si mesma" depois dessa conversa me senti tão bem, tão bem.... Ele pediu para que eu chamasse minha mãe para falar com ele, resumindo, ela veio me pedir desculpas por ser imprudente , segundo ela não sabia que eu ainda sofria por isso... O que na hora me deu raiva, como assim ela acha que depois de tudo que passei viu ajir normalmente como se nada tivesse acontecido?? Eu queria muito saber o motivo dela não ter feito nada para impedir...
Como eu disse meu professor aconselhou tanto eu como minha mãe a denuncia-lo e também falou para ela que contasse a meu pai, bom... Minha mãe veio falar comigo e disse que não seria uma boa ideia denunciar meu tio, isso separaria a família toda e geraria muito conflitos, e acho que provavelmente minha mãe seria presa ou tirariam minha guarda dos meus pais , eu não o denunciei e minha mãe nunca contou a meu pai, ate hoje ele não sabe de nada, ela sempre achou que se contasse a ele meu pai seria capaz de matar meu tio, o que não seria uma má ideia.
Depois disso tudo, minha avó o mandou ir embora e disse para o mesmo que se voltasse aquela casa iria chamar a policia para ele, eu devo imaginar o quanto é difícil para ela falar palavras tão duras ao próprio irmão... Mas na verdade não me importo quero mais é que ele morra e sofra no inferno.
E ao meu querido professor mexicano de TESE eu tenho meu agradecimento eterno, por ele ter me ajudado, me salvado, palavras não seriam suficientes pra expressar minha gratidão, ele era a peça que faltava pro meu concerto , eu estava uma bagunça e ele me arrumou , me ajudou a entender , a me livrar da culpa , a tentar não deixar que as lembranças do passado me torturassem... Eu nunca mais me risquei, e parei de chorar todas as noites, e posso dizer que se eu tive um anjo na minha vida ele foi um.
Mas enfim, quando eu entrei no ensino médio tinha 14 anos, a escola era legal, os alunos também e os professores era incríveis e um deles era a inspiração e amor de todos nós, nosso professor de TESE , disciplina que ate hoje nunca soube decifrar as siglas, mas a aula era como se fosse uma auto avaliação de nos mesmo e como deveríamos encarar o mundo, pra ser mais especifica ele parecia com um psicólogo em uma consulta grupal.
Nessa época me lembro que as coisas estavam indo muito bem, até que um dia quando cheguei na casa da vó depois da escola, quando abri a porta, la estava ele , na sala ,sentado conversando com minha avó, meu tio, ele tinha voltado...sabe aquela expressão " fiquei sem chão?" Pois é, naquele momento eu senti isso, a ultima vez que tinha o visto foi quando minha vida morreu a dois anos atrás, eu achei que se meus avós soubessem também não deixariam ele voltar, não tinha mencionado mas depois de alguns anos minha mãe havia contado a minha vó, mas ... Sei lá nunca vou entender o que se passa na cabeça da minha mãe ou minha avó, ele tinha voltado puta que pariu!! Eu entrei em casa quase correndo e fui pro meu quarto chorar .... Harg , eu estava em pânico, e o pior é que minha irmãzinha estava na casa, e ele ficaria hospedado lá também, minha irmã só tinha 4 anos , a mesma idade que eu tinha quando comecei a ser violentada, eu não queria que ela passa-se por isso , eu não iria deixar, nem que eu tivesse que matar ele.
Minha vó tinha me chamado pra conversar, dizendo que ELE TINHA SE ARREPENDIDO , rsrss que tinha aceitado Deus, baboseira, eu não queria saber se ele tava arrependido ou não, eu estava preocupada com minha irmã, eu não podia ficar lá, além de ter aula o dia todo eu tinha medo, minha vó sempre me mandava pra casa dos meus pais pq seria mais seguro pra mim e quando eu estava lá, minha mãe me mandava pra minha vó, ela saia muito e não me queria sozinha em casa, mas eu não ia, ficava com raiva e discutia com ela quase chorando, até cair a fixa dela de o porque eu não querer ir .
Na escola eu não pensava em outra coisa, que não fosse minha irmã na mesma casa que aquele doente, nesse dia tivemos uma aula com o professor de TESE , ele falava sobre pedofilia, conflitos entre pais e filhos, e em um momento da aula ele disse que quando uma criança é violentada e não recebe nenhum apoio psicológico ela tem fortes chances de der um pedofilo e abusar de outras crianças, so sei que quando ele falava eu comecei a chorar e tremer eu não conseguia parar de tremer a perna , muito menos de chorar, eu não conseguia me controlar e chorei feito uma descontrolada na hora da aula, o professor foi ate a mim perguntando se eu não me sentiria melhor saindo pra respirar um pouco, mas eu não queria levantar a cabeça não, queria que eles vissem meu rosto , em como eu estava apavorada, eu nunca, nunca, nunca faria mal a nenhuma criança, eu nunca repetiria as coisas que fizeram comigo, eu jamais iria ser assim ,eu não sou uma pessoa ruim, eu não quero ser uma pessoa ruim !
No fim da aula o professor chegou ate o de eu estava e me pediu para que conversássemos depois que eu me acalmasse, então fiquei sentada até que um amigo meu que hoje admiro muito chegou pra mim e me pediu para que me acalmasse , eu estava sufocando,entalada com tudo que estava acontecendo , e ele foi a primeira pessoa da qual contei tudo, meu Deus...eu nunca me senti tão aliviada, como se todo o peso que eu carregava por anos tivesse ido desaparecido do nada, então ele começou a chorar também e me abraçou, e ali estavam dois adolescentes sentados em uma cadeira abraçados e chora do, quando me acalmei e sai da sala , muitos alunos da minha sala vieram me abraçar , traziam água, lenços... Eu me sentia realmente especial perto deles... Tinha alguns que perguntavam o motivo do choro e eu dizia que era problemas com minha mãe... E bom, funcionou.
Meu amigo me levou até a sala do professor e lá eu conversei com ele , e na conversa ele me disse que sabia o que eu tinha passado no momento em que eu comecei a chorar e pelos risco de caneta no meu braço, as palavras dele foram" você se culpa por algo que não é sua culpa, eu vejo esses desenhos e riscos de caneta no seu braço, nada mais são que auto punições que você da a si mesma" depois dessa conversa me senti tão bem, tão bem.... Ele pediu para que eu chamasse minha mãe para falar com ele, resumindo, ela veio me pedir desculpas por ser imprudente , segundo ela não sabia que eu ainda sofria por isso... O que na hora me deu raiva, como assim ela acha que depois de tudo que passei viu ajir normalmente como se nada tivesse acontecido?? Eu queria muito saber o motivo dela não ter feito nada para impedir...
Como eu disse meu professor aconselhou tanto eu como minha mãe a denuncia-lo e também falou para ela que contasse a meu pai, bom... Minha mãe veio falar comigo e disse que não seria uma boa ideia denunciar meu tio, isso separaria a família toda e geraria muito conflitos, e acho que provavelmente minha mãe seria presa ou tirariam minha guarda dos meus pais , eu não o denunciei e minha mãe nunca contou a meu pai, ate hoje ele não sabe de nada, ela sempre achou que se contasse a ele meu pai seria capaz de matar meu tio, o que não seria uma má ideia.
Depois disso tudo, minha avó o mandou ir embora e disse para o mesmo que se voltasse aquela casa iria chamar a policia para ele, eu devo imaginar o quanto é difícil para ela falar palavras tão duras ao próprio irmão... Mas na verdade não me importo quero mais é que ele morra e sofra no inferno.
E ao meu querido professor mexicano de TESE eu tenho meu agradecimento eterno, por ele ter me ajudado, me salvado, palavras não seriam suficientes pra expressar minha gratidão, ele era a peça que faltava pro meu concerto , eu estava uma bagunça e ele me arrumou , me ajudou a entender , a me livrar da culpa , a tentar não deixar que as lembranças do passado me torturassem... Eu nunca mais me risquei, e parei de chorar todas as noites, e posso dizer que se eu tive um anjo na minha vida ele foi um.
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Coisas que não conto Part 4
Posso dizer que minha infância teve lá as suas conturbações,mas o tempo passa , de criança para adolescente e finalmente no ensino médio profissionalizante Téc. Enfermagem. Seria uma vida nova,passaria mais tempo na escola do que em casa, uma escola, uma sala cheia de novas pessoas, de inicio admito não foi uma experiência muito agradável, eu acreditei fielmente que não faria nenhum amigo , que seria como todas as outras escolas,.... Nunca estive mais enganada
Pude conhecer pessoas incríveis,elas não me julgavam,não me humilhavam ou coisas do tipo, tinha gente que até mesmo me admirava pelo meu jeito de ser , me aceitavam como eu era, e eu simplesmente eu era quem era, não havia motivos pra mudar, pra ser alguém que eu não era,e eu me senti completa .
P.S: Não estou afim de escrever hoje...
ass: Amora
Pude conhecer pessoas incríveis,elas não me julgavam,não me humilhavam ou coisas do tipo, tinha gente que até mesmo me admirava pelo meu jeito de ser , me aceitavam como eu era, e eu simplesmente eu era quem era, não havia motivos pra mudar, pra ser alguém que eu não era,e eu me senti completa .
P.S: Não estou afim de escrever hoje...
ass: Amora
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Coisas que não conto Part 3
Mesmo com a saída do meu tio da minha vida, as coisas ainda não tinham voltado ao normal na minha vida, lidar com essas coisas não é fácil. Todo mundo ja deve ter sofrido bullying, se eu fosse contar os apelidos ou quantas vezes apanhei apenas por ser gordinha e estranha teria que escrever um livro estilo Crônicas de Gelo e Fogo do George Martin , resumindo o Ensino Infantil e Fundamental foi uma merda e extremamente traumático , é claro que teve suas coisas boas, mas é incrível como lembramos mais das coisas ruins que ad boas... Possi dizer que meus queridos "colegas de escola" já fizeram muitas coisas comigo, desde humilhar, bater, roubar a tentar me violentar, sim!! Exatamente ! Me violentar , da pra acreditar?! Rsrsrs aiai que sorte a minha não? Pois é, duas meninas e um menino, meus colegas de classe , mas vamos a história.
Eu sempre fui uma criança tímida, esquisita e muito reservada, não tinha amigos então na hora do intervalo ficava sentada no banco vendo as outras crianças brincarem no parquinho ou no campo, e me lembro que naquela semana tinha umas meninas e meninos que ficavam falando que naquele campo, " do qual não era cortado a grama regularmente" havia uma cobra que soltava leite, nossa, eu fiquei morta de curiosa, sempre quis ver uma cobra, eu sempre ouvia as histórias da minha mãe e do meu pai quando iam pra serra ou pra outros lugares e viam uma cobra. Tinha aquelas crianças que diziam que já tinham visto e outras que falavam que era so invenção que não tinha cobra nenhuma, eu particularmente não sabia em qual boato acreditar.
Então num certo dia, como todos os dias no final da aula, quando a escola estava quase vazia eu ia pro parquinho ficar sozinha no balançador esperando a minha babá , ela sempre demorava um pouco pra ir me buscar o que me dava tempo de ir pro parquinho, eu amava me balançar, até que do nada aparecem meus três colegas de classe e me chamam pra ver a tal da cobra que soltava leite, eu fiquei meio incerta, apesar de querer ver uma cobra tinha medo de chegar perto de uma, mas a curiosidade foi maior que tudo , então fui ate a cerca de arame onde eles estavam reunidos, quando eu cheguei perto o menino me puxou e me jogou contra a cerca e as duas ficaram me segurando, então ele abaixou as calças e mostrou a coisa dele , as meninas ficaram rindo e eu fiquei sem saber o que fazer, a única coisa que me vinha a mente eram flashs das coisas que meu tio fazia comigo e eu simplesmente n conseguia falar nem me mexer , eles me levaram pra trás de imagem casa que ficava ao lado do parquinho onde colocavam os materiais quebrados da escola e lá o menino disse " tu tem duas escolhas me beija na boca de língua ou vou comer teu c* " e novamente ele abaixou as calças, eu não queria beijar ele muito menos deixar que ele fizesse a outra coisa , eu estava com medo, chorando queria ir embora , então do nada a menina disse " Vou te mostrar como se faz" então os dois começaram a se comer na minha frente enquanto a outra olhava, aproveitei a chance e corri o mais depressa que podia , mas meu corpo tava tão dormente de medo e eles acabaram me pegando de volta e me levando atrás da casa, eles já estavam putos da vida , eu so queria ir embora , fiquei pedindo em pensamentos para que Deus me ajudasse que fizesse algo , ate que do nada aparece um homem do outro lado da cerca, gritando com a gente, os três me largaram e eu não perdi tempo sai correndo pra longe deles quando estava ma porta da escola os três me alcançaram e disseram que no dia seguinte eu não ia escapar e saíram rindo da minha cara, eu tive que ir pra casa sozinha, minha babá não tinha me encontrado e acabou que só levando meu irmão, quando cheguei em casa , contei a minha mãe, no dia seguinte fui a diretoria denunciar eles , resumindo , posso dizer que adultos devem achar que crianças são estupidas e mentirosas, as duas garotas saíram impune e fizeram a diretora acreditar que so o menino teve a culpa, mesmo eu contado toda a historia pra quela bruxa ela preferiu acreditar nas meninas, eu poderia ter falado que elas estavam mentido, mas uma delas me ameaçou com um estilete... -.- que sorte a minha não? 😒
ass: Amora.
Eu sempre fui uma criança tímida, esquisita e muito reservada, não tinha amigos então na hora do intervalo ficava sentada no banco vendo as outras crianças brincarem no parquinho ou no campo, e me lembro que naquela semana tinha umas meninas e meninos que ficavam falando que naquele campo, " do qual não era cortado a grama regularmente" havia uma cobra que soltava leite, nossa, eu fiquei morta de curiosa, sempre quis ver uma cobra, eu sempre ouvia as histórias da minha mãe e do meu pai quando iam pra serra ou pra outros lugares e viam uma cobra. Tinha aquelas crianças que diziam que já tinham visto e outras que falavam que era so invenção que não tinha cobra nenhuma, eu particularmente não sabia em qual boato acreditar.
Então num certo dia, como todos os dias no final da aula, quando a escola estava quase vazia eu ia pro parquinho ficar sozinha no balançador esperando a minha babá , ela sempre demorava um pouco pra ir me buscar o que me dava tempo de ir pro parquinho, eu amava me balançar, até que do nada aparecem meus três colegas de classe e me chamam pra ver a tal da cobra que soltava leite, eu fiquei meio incerta, apesar de querer ver uma cobra tinha medo de chegar perto de uma, mas a curiosidade foi maior que tudo , então fui ate a cerca de arame onde eles estavam reunidos, quando eu cheguei perto o menino me puxou e me jogou contra a cerca e as duas ficaram me segurando, então ele abaixou as calças e mostrou a coisa dele , as meninas ficaram rindo e eu fiquei sem saber o que fazer, a única coisa que me vinha a mente eram flashs das coisas que meu tio fazia comigo e eu simplesmente n conseguia falar nem me mexer , eles me levaram pra trás de imagem casa que ficava ao lado do parquinho onde colocavam os materiais quebrados da escola e lá o menino disse " tu tem duas escolhas me beija na boca de língua ou vou comer teu c* " e novamente ele abaixou as calças, eu não queria beijar ele muito menos deixar que ele fizesse a outra coisa , eu estava com medo, chorando queria ir embora , então do nada a menina disse " Vou te mostrar como se faz" então os dois começaram a se comer na minha frente enquanto a outra olhava, aproveitei a chance e corri o mais depressa que podia , mas meu corpo tava tão dormente de medo e eles acabaram me pegando de volta e me levando atrás da casa, eles já estavam putos da vida , eu so queria ir embora , fiquei pedindo em pensamentos para que Deus me ajudasse que fizesse algo , ate que do nada aparece um homem do outro lado da cerca, gritando com a gente, os três me largaram e eu não perdi tempo sai correndo pra longe deles quando estava ma porta da escola os três me alcançaram e disseram que no dia seguinte eu não ia escapar e saíram rindo da minha cara, eu tive que ir pra casa sozinha, minha babá não tinha me encontrado e acabou que só levando meu irmão, quando cheguei em casa , contei a minha mãe, no dia seguinte fui a diretoria denunciar eles , resumindo , posso dizer que adultos devem achar que crianças são estupidas e mentirosas, as duas garotas saíram impune e fizeram a diretora acreditar que so o menino teve a culpa, mesmo eu contado toda a historia pra quela bruxa ela preferiu acreditar nas meninas, eu poderia ter falado que elas estavam mentido, mas uma delas me ameaçou com um estilete... -.- que sorte a minha não? 😒
ass: Amora.
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Coisas que não conto Part 2
2 anos se passaram depois do ocorrido, era uma criança normal, apenas muito calada e tímida, eu já tinha 6 anos de idade e um irmão.Como meus pais eram extremamente ocupados com o trabalho tendo que viajar , eu e meu irmão acabávamos por morar com meus avós, o que sempre foi ótimo, até que um dos irmãos de minha vó resolve passar uns meses hospedado na casa dela, ele era artesão e tinha vindo a cidade para obter mais vendas, meus avós obviamente concordaram e cederam o quintal para que ele pudesse fabricar os artesanatos de madeira, eu de cara fiquei encantada, ele conseguia fazer cestas,carroças e outras coisas mais com madeira e sempre me deixava observar, e até fazia alguns brinquedos para mim, com o tempo fui me apegando muito a ele, acabou que tinha virado meu tio favorito ele sempre estava de bom humor e contada histórias muito boas.
Foi ai que meu tio começou a chegar bêbado na casa dos meus avós, quando o via assim ficava morrendo de medo, quase toda criança ou toda criança tem medo de bêbados, meus avós se incomodavam bastante com esse comportamento, já que eramos e somos uma família bem religiosa e o álcool é intolerável, mas os mesmo nunca falaram nada a respeito, até que um dia ele chegou novamente bêbado em casa,so que dessa vez estava acompanhado com outros velhos bêbados, o cheiro de álcool era quase insuportável, mas la estavam eles, na sala rindo feito doidos, então meu tio me chama , eu , com muita vergonha vou até a ele, o mesmo me coloca em seu colo e diz " Estão vendo? Essa é a minha sobrinha" então na frente daqueles homens ele colou a mão dele dentro da minha calcinha e todos eles começaram a rir, quando eu fecho os olhos consigo ver , ouvir nitidamente todos eles rindo como de aquilo fosse a melhor coisa do mundo de se ver, e foi a partir dai que meu tio começou a me violentar durante 6 anos da minha vida, todos os anos ele vinha e toda vez ele fazia algo, e sim , eu contei para minha mãe tudo que estava acontecendo,tinha medo do que ela faria comigo pois achava que a culpa era minha , mas ela me abraçou e disse que tudo ficaria bem, nessa época eu tinha 8 anos, nesse tempo a pedofilia pelo menos para mim era totalmente desconhecida, não havia muita informação, mas foi a graças um comercial no SBT sobre abuso sexual que eu vi, que me caiu a fixa do que estava acontecendo, eu tinha encontrado uma resposta e decidi contar a minha mãe e como eu disse ela me certificou de que tudo ficaria bem, e eu nunca me senti mais feliz, eu tinha ódio dele e iria enfrenta-lo , não iria mais ter medo, foi ai que no mesmo dia ele me chamou para perguntar do meu irmão e eu o olhei feio e não o respondi, nossa... Ele ficou muito puto e disse que ia falar tudo para minha mãe, eu obviamente não liguei, ela já sabia de tudo e com certeza iria brigar com ele e o mandar embora para sempre, mas bem... Eu nunca estive tão errada... Instantes depois minha mãe veio falar comigo e disse uma coisa que eu nunca me esqueci e que guardo na memória até hoje , que foi, " Apesar de tudo que ele fez com você ele ainda é seu tio e você deve respeito a ele." E eu achando que não poderia ficar pior... Minha mãe não fez nada, não chamou a polícia, não contou pros meus avós, nem mesmo pro meu pai, nem mesmo me levou a um psicólogo ou algo do tipo eu tive que suportar tudo, sozinha e calada, ela apenas dizia " Se ele começar a fazer algo com você, grite!" Seria cômico se não fosse trágico, é muito fácil falar, mas vou dizer uma coisa, eu mao conseguia gritar, eu não conseguia falar, não conseguia nem me mexer de tanto medo, pra ser mais específica, lhe certifico que a experiência é a mesma daqueles pesadelos em que não se pode falar nem se mexer , tudo que eu conseguia fazer era chorar e no desespero eu conseguia sussurrar um " pare por favor, me solte." Ele só parava quando ouvia alguém chegar , e assim que ele me soltava eu saia correndo pro meu quarto e me trancava no guarda-roupa e chorava, era o que eu sabia de fazer melhor, chorar.
As vezes eu me trancava no quarto e ficava chorando escondida , me deitava no chão, olhando pra cima , conversando com Deus , perguntando o porque daquilo está acontecendo comigo e eu sempre implorava para que ele levasse meu tio, para que ele fosse embora que me deixasse em paz foram precisos quase 7 anos para que finalmente ele fosse embora.
ass: Amora.
Foi ai que meu tio começou a chegar bêbado na casa dos meus avós, quando o via assim ficava morrendo de medo, quase toda criança ou toda criança tem medo de bêbados, meus avós se incomodavam bastante com esse comportamento, já que eramos e somos uma família bem religiosa e o álcool é intolerável, mas os mesmo nunca falaram nada a respeito, até que um dia ele chegou novamente bêbado em casa,so que dessa vez estava acompanhado com outros velhos bêbados, o cheiro de álcool era quase insuportável, mas la estavam eles, na sala rindo feito doidos, então meu tio me chama , eu , com muita vergonha vou até a ele, o mesmo me coloca em seu colo e diz " Estão vendo? Essa é a minha sobrinha" então na frente daqueles homens ele colou a mão dele dentro da minha calcinha e todos eles começaram a rir, quando eu fecho os olhos consigo ver , ouvir nitidamente todos eles rindo como de aquilo fosse a melhor coisa do mundo de se ver, e foi a partir dai que meu tio começou a me violentar durante 6 anos da minha vida, todos os anos ele vinha e toda vez ele fazia algo, e sim , eu contei para minha mãe tudo que estava acontecendo,tinha medo do que ela faria comigo pois achava que a culpa era minha , mas ela me abraçou e disse que tudo ficaria bem, nessa época eu tinha 8 anos, nesse tempo a pedofilia pelo menos para mim era totalmente desconhecida, não havia muita informação, mas foi a graças um comercial no SBT sobre abuso sexual que eu vi, que me caiu a fixa do que estava acontecendo, eu tinha encontrado uma resposta e decidi contar a minha mãe e como eu disse ela me certificou de que tudo ficaria bem, e eu nunca me senti mais feliz, eu tinha ódio dele e iria enfrenta-lo , não iria mais ter medo, foi ai que no mesmo dia ele me chamou para perguntar do meu irmão e eu o olhei feio e não o respondi, nossa... Ele ficou muito puto e disse que ia falar tudo para minha mãe, eu obviamente não liguei, ela já sabia de tudo e com certeza iria brigar com ele e o mandar embora para sempre, mas bem... Eu nunca estive tão errada... Instantes depois minha mãe veio falar comigo e disse uma coisa que eu nunca me esqueci e que guardo na memória até hoje , que foi, " Apesar de tudo que ele fez com você ele ainda é seu tio e você deve respeito a ele." E eu achando que não poderia ficar pior... Minha mãe não fez nada, não chamou a polícia, não contou pros meus avós, nem mesmo pro meu pai, nem mesmo me levou a um psicólogo ou algo do tipo eu tive que suportar tudo, sozinha e calada, ela apenas dizia " Se ele começar a fazer algo com você, grite!" Seria cômico se não fosse trágico, é muito fácil falar, mas vou dizer uma coisa, eu mao conseguia gritar, eu não conseguia falar, não conseguia nem me mexer de tanto medo, pra ser mais específica, lhe certifico que a experiência é a mesma daqueles pesadelos em que não se pode falar nem se mexer , tudo que eu conseguia fazer era chorar e no desespero eu conseguia sussurrar um " pare por favor, me solte." Ele só parava quando ouvia alguém chegar , e assim que ele me soltava eu saia correndo pro meu quarto e me trancava no guarda-roupa e chorava, era o que eu sabia de fazer melhor, chorar.
As vezes eu me trancava no quarto e ficava chorando escondida , me deitava no chão, olhando pra cima , conversando com Deus , perguntando o porque daquilo está acontecendo comigo e eu sempre implorava para que ele levasse meu tio, para que ele fosse embora que me deixasse em paz foram precisos quase 7 anos para que finalmente ele fosse embora.
ass: Amora.
domingo, 22 de novembro de 2015
Coisas que não conto Part 1
A quem interessar, meu nome é Amora, tenho 18 anos e essa é a historia da minha vida , Beautiful War.
Meus pais me tiveram quando eram muito jovens, então passamos a morar com meus avós maternos até eu completar 3 anos, depois disso meu avô comprou uma casa em outro bairro e acabamos por morar lá. Como eu disse meus pais me tiveram quando eram bem jovens e ambos estavam desempregados, então decidiram montar uma locadora de videogames todos os dias vários rapazes iam jogar em minha casa e alguns deles fizeram amizade com meus pais e se tornaram bem íntimos , até ai tudo normal, porém tinha um certo rapaz que era mais intimo ainda um amigo da família e ele sempre tinha a permissão de entrar na casa dos meus pais quando quisesse, quando era de tarde meu pai trabalhava e ficava apenas eu e minha mãe em casa, eu brincando e ela cuidando da casa ou conversando com algumas vizinhas . Eu não me lembro totalmente de todos os detalhes, mas num certo dia esse jovem foi até a minha casa enquanto minha mãe resolvia algo com uma mulher, esse rapaz era meu amigo , sempre me fazia rir e eu particularmente adorava ele, mas ai nesse dia ele me levou para o quarto dos meus pais e disse que iria me ensinar uma nova brincadeira, o quarto estava escuro e apenas a luz fraca do abajur iluminava o quarto, a cocha da cama era vermelha e o resto, o resto era escuro, eu não tava entendendo nada, então ele me deitou na cama e fez tudo que ele queria, e não, eu não gritei eu só fiquei parada, algumas pessoas podem dizer " fala sério!! Vc tava gostando, se não queria que isso acontecesse era so gritar" Bom é fácil falar, mas eu só tinha 3 anos , não sabe o quanto é confuso, ver uma pessoa , um amigo do qual você gosta, fazer aquilo , eu não sabia o que ele estava fazendo e nem o porque , então ele me tirou da cama e me colocou no chão, ficou de pé na minha frente, e sim ele estava pelado, eu fiquei tão enjoada e assustada, foi então que ele pediu para eu colocar "aquilo" na minha boca, e a única coisa que eu pensei naquele momento foi " eu não vou colocar a coisa onde ele faz xixi na minha boca , é nojento" então ele começou a forçar minha cabeça e eu comecei a chorar com medo , ele parou depressa e foi ai que ouvi a voz da minha mãe o chamando, ele se vestiu e depois me vestiu depois disso eu apenas lembro da porta se abrindo e depois as gotas de chuva caindo no chão da calçada. Eu nunca contei isso para meus pais, eu nunca soube como contar , nem mesmo na época, aliás como uma criança vai contar algo que não sabe o que é ? Que não sabe explicar? Que não sabe que se é errado ou não? Talvez tenha meninas ou meninos hoje em dia que foram abusados sexualmente dessa forma e tem vergonha de contar a seus pais ou amigos sobre o que aconteceu e acabam colocando a culpa em si mesmos, falo isso porque por muito tempo me senti assim, culpada, culpada por não ter gritado , por não ter contado, mas então entendi e me lembrei de que crianças não vêm o lado mal das coisas até alguém as expliquem.
ass: Amora
Meus pais me tiveram quando eram muito jovens, então passamos a morar com meus avós maternos até eu completar 3 anos, depois disso meu avô comprou uma casa em outro bairro e acabamos por morar lá. Como eu disse meus pais me tiveram quando eram bem jovens e ambos estavam desempregados, então decidiram montar uma locadora de videogames todos os dias vários rapazes iam jogar em minha casa e alguns deles fizeram amizade com meus pais e se tornaram bem íntimos , até ai tudo normal, porém tinha um certo rapaz que era mais intimo ainda um amigo da família e ele sempre tinha a permissão de entrar na casa dos meus pais quando quisesse, quando era de tarde meu pai trabalhava e ficava apenas eu e minha mãe em casa, eu brincando e ela cuidando da casa ou conversando com algumas vizinhas . Eu não me lembro totalmente de todos os detalhes, mas num certo dia esse jovem foi até a minha casa enquanto minha mãe resolvia algo com uma mulher, esse rapaz era meu amigo , sempre me fazia rir e eu particularmente adorava ele, mas ai nesse dia ele me levou para o quarto dos meus pais e disse que iria me ensinar uma nova brincadeira, o quarto estava escuro e apenas a luz fraca do abajur iluminava o quarto, a cocha da cama era vermelha e o resto, o resto era escuro, eu não tava entendendo nada, então ele me deitou na cama e fez tudo que ele queria, e não, eu não gritei eu só fiquei parada, algumas pessoas podem dizer " fala sério!! Vc tava gostando, se não queria que isso acontecesse era so gritar" Bom é fácil falar, mas eu só tinha 3 anos , não sabe o quanto é confuso, ver uma pessoa , um amigo do qual você gosta, fazer aquilo , eu não sabia o que ele estava fazendo e nem o porque , então ele me tirou da cama e me colocou no chão, ficou de pé na minha frente, e sim ele estava pelado, eu fiquei tão enjoada e assustada, foi então que ele pediu para eu colocar "aquilo" na minha boca, e a única coisa que eu pensei naquele momento foi " eu não vou colocar a coisa onde ele faz xixi na minha boca , é nojento" então ele começou a forçar minha cabeça e eu comecei a chorar com medo , ele parou depressa e foi ai que ouvi a voz da minha mãe o chamando, ele se vestiu e depois me vestiu depois disso eu apenas lembro da porta se abrindo e depois as gotas de chuva caindo no chão da calçada. Eu nunca contei isso para meus pais, eu nunca soube como contar , nem mesmo na época, aliás como uma criança vai contar algo que não sabe o que é ? Que não sabe explicar? Que não sabe que se é errado ou não? Talvez tenha meninas ou meninos hoje em dia que foram abusados sexualmente dessa forma e tem vergonha de contar a seus pais ou amigos sobre o que aconteceu e acabam colocando a culpa em si mesmos, falo isso porque por muito tempo me senti assim, culpada, culpada por não ter gritado , por não ter contado, mas então entendi e me lembrei de que crianças não vêm o lado mal das coisas até alguém as expliquem.
ass: Amora
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